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Mythbusters – 10 Mitos sobre Empreendedorismo

In Empreendedorismo e Inovação on 06/11/2011 by flavioaf Etiquetado: , ,

Existem muitos mitos sobre o empreendedorismo. A maioria deles surge devido a casos isolados que se tornam famosos e as pessoas acabam generalizando. Segue abaixo alguns dos maiores mitos sobre o assunto:

  1. Empreendedor nasce empreendedor: Esse é um assunto controverso mesmo entre os acadêmicos da área de empreendedorismo. Alguns acreditam que empreendedorismo se ensina, se desenvolve. Outros acreditam que empreendedor nasce empreendedor. Não há nada comprovado sobre isso. Pelo contrário, na maioria dos casos, o sucesso veio com muito esforço, e muito estudo para o desenvolvimento do talento empreendedor, nos levando estatisticamente a crer que o que leva ao sucesso não é a genética, mas sim o esforço individual.
  2. Não é preciso educação nem experiência: MENTIRA! Mentira grande por sinal. É claro que existem casos em que isso ocorre, como por exemplo, o de Steve Jobs, que não tinha formação em tecnologia, aliás, nem terminou sua faculdade de caligrafia. Ou o de Bill Gates, que largou a faculdade de economia (sim economia) em Harvard para montar uma empresa de software, numa época que a indústria de tecnologia estava totalmente voltada para o hardware. Mas em ambos os casos, os visionários tinham um amigo especialista na parte técnica para desenvolver suas idéias. E por causa de casos pouco numerosos como estes as pessoas generalizam e criam esse tipo de mito. Mas pesquisas mostram que na maioria dos casos de sucesso, pelo menos um dos sócios envolvidos tinha conhecimento técnico sobre a área de atuação, e os outros sócios sobre gestão, ou experiências em vendas.
  3. Não é necessário dinheiro para começar: Outra grande MENTIRA e com casos de sucesso bem mais escassos do que no caso anterior. Dinheiro é importante sim para se montar um negócio, seja para alugar uma sala, para investir em infra-estrutura, ou para contratar funcionários. Mesmo que a categoria do negócio não exija uma grande quantidade de gastos iniciais (o que é comum no caso de Startups e empresas de internet), sempre existem despesas com contador e com os impostos e taxas exorbitantes que precisam ser pagos no Brasil. Por isso é fundamental captar dinheiro através de financiamento e fundos de investimentos. Isso me lembra uma frase que li recentemente: “4 out 5 people who use the phrase “it’s cheap to build a startup” have never built a startup (and probably never will)”.
  4. Empreendedor trabalha sozinho: Muito pelo contrário. Rede de relacionamentos é fundamental. Na maioria dos casos, as pessoas que o empreendedor conheceu em suas experiências anteriores acabam se tornando sócios, funcionários, clientes ou fornecedores. Ninguém chega a lugar nenhum sozinho. Essa máxima também é verdadeira no empreendedorismo. O empreendedor não é auto-suficiente, precisa de pessoas talentosas para complementar seus conhecimentos e competências. Uma reportagem publicada na revista The Economistafirma que antes de tudo “empreendedorismo é uma atividade social”.
  5. Uma idéia boa é o suficiente para o sucesso: Idéia nenhuma, por melhor que seja dá certo sem uma boa execução. Não adianta simplesmente ter uma idéia fantástica com uma execução ruim. Melhor do que isso é ter uma idéia ruim com uma boa execução. Já vi idéias ruins muito bem executadas que foram muito bem sucedidas e também já vi o contrário. Claro que o melhor dos mundos é ter uma boa idéia e uma boa execução. Mas nem sempre isso acontece. Mas o que não deve ser feito é cruzar os braços e esperar uma idéia brilhante, sem colocar as idéias que você já tem na prática para testar. Bota para fazer! Certa vez, um investidor me disse que eles não avaliam apenas a idéia, mas também a equipe, sua capacidade de executar o projeto e principalmente o brilho nos olhos!
  6. Não devemos correr riscos: Mito. Os riscos fazem parte da realidade do empreendedor. Ao invés de fugir dos riscos, o empreendedor mitiga os riscos. Correr muitos riscos não é uma característica inevitável do empreendedor. Muito pelo contrário, crucial é saber administrá-los.
  7. Empreendedor não tem chefe: Não tem chefe de forma hierárquica, como todo mundo pensa quando ouve a palavra “chefe”. Mas tem que prestar contas, já que tem sócios, clientes e fornecedores. E muitas vezes também tem que prestar contas para um fundo de investimentos, ou Angel, se recebeu algum aporte financeiro para o capital inicial, o chamado “Seed Capital”.
  8. Empreendedor trabalha pouco: Mito. Muito pelo contrário. Empreendedor trabalha demais! Trabalhar muito faz parte da rotina da maioria dos donos de empresas. Isso acontece por causa de uma característica muito comum aos empreendedores: auto cobrança. Afinal, os empreendedores são empregados do pior patrão do mundo: eles mesmos.
  9. A fortuna vem da noite para o dia: Pelo contrário, o retorno sobre investimento é muito demorado. Muitas vezes demora anos e o empreendedor desiste e volta a procurar um emprego estável. Isso é motivo para o fechamento de muitas empresas prematuramente.
  10. É necessário muito tempo para o planejamento: Não devemos gastar pouco tempo planejando, isso é fato. Mas também não devemos gastar muito tempo planejando. Não adianta ter um planejamento longo e uma execução tardia. O mundo muda muito rápido. Ultimamente tem se mostrado muito mais eficaz a abordagem de começar a executar o projeto e re-planejar durante o andamento, aprendendo e corrigindo os pontos que precisam ser melhorados. Isso reduz o “time-to-market” do produto/serviço e dá margem ao empirismo. Empirismo é muito importante para empreender.

Esses são os mitos que eu percebo como os mais aparentes em relação ao Empreendedorismo. E aí? O que você acha? Concorda? Discorda? Comente para estimular uma discussão sobre o assunto!


Uma resposta para “Mythbusters – 10 Mitos sobre Empreendedorismo”

  1. Fala Flávio,

    antes de mais nada, parabéns pelo artigo. Achei bem interessante os pontos que vc levantou. Aqui vão meus 2 centavos:

    No ponto 3, quando se fala de startup, acho que esses custos que vc colocou não necessariamente precisam ser iniciais. Eu consigo colocar um produto com custo zero na web, validar e, sendo de sucesso, partir para a company building onde, aí sim neste momento, entrariam tais gastos.

    No ponto 8, acho que “empreendedor” é diferente de “dono”. Empreendedor é bem isso que vc ta falando no post, mas vejo “dono” como um estágio onde teu negócio já não precisa da tua presença pra andar com suas próprias pernas, o que não é o caso no início, principalmente para startups onde em geral somos nós quem botamos a mão na massa :)

    Por último, no ponto 10, acho que o mais importante para essa re-modelagem do produto de acordo com a necessidade do usuário, são as métricas de uso que vc colhe. Então, é bem importante medir tudo! :)

    Abraços!

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